O problema não é estar só. É aceitar qualquer relacionamento para não permanecer só!

Para início de conversa é bom entendermos que “estar só” é apenas um estado e não um decreto.

Ninguém nasce condenado a ficar sozinho para o resto da vida e a prova disso são os relacionamentos que vivemos ao longo dela (indiferente da duração dos mesmos).

O problema é que há um grande preconceito em relação à independência emocional e à solidão. Estar só e feliz é quase uma afronta à sociedade e, por essa razão, as pessoas procuram a todo custo um parceiro de vida e se possível, para a vida.

Falamos tanto em valorizar a autonomia, a liberdade pessoal, a inteligência emocional e o autocontrole, mas ao primeiro sinal de solidão desesperamo-nos e entramos em depressão.

Precisamos aprender a seleccionar os nossos relacionamentos com mais sensibilidade e entender que estar com alguém que não partilha dos mesmos sonhos, que não se envolve emocionalmente e que não quer um compromisso sério é o mesmo que estar só (mas no pior sentido da palavra).

Quando somos capazes de entender que ficar só não é uma vergonha, não é mau e não faz mal, começamos a dar valor a nós próprios, à nossa própria companhia e à nossa própria história e vemos que estar neste estado, às vezes, é um grande privilégio.

A nível de amadurecimento emocional, todos deveriamos passar por um momento de solidão para nos conhecermos e nos (re)descobrirmos, uma vez que é nestes momentos que entendemos que o equilíbrio emocional e a paz de espírito começam de dentro para fora e não a partir do outro.

Por isso, valorize mais os momentos em que você tem a oportunidade de se (re)descobrir. Avalie os seu desejos, refaça a sua lista de sonhos e tire os projectos do papel. A vida é muito mais interessante quando alguém nos acompanha por opção e não por comodismo.